Maria João Marques

Maria João Marques

Iniciamos mais uma semana no L Manifesto, mas, desta vez, fá-lo-emos com uma mistura entre um quick quiz e o jogo da memória. Rapidamente entenderá o porquê! Vamos sussurrando algumas dicas e veremos se identifica a protagonista desta semana. We bet you will!

Falamos de uma habitué nas crónicas do L Manifesto. Pulverizou algumas das nossas páginas com o seu aroma doce e floral, porém, ténue e subtil; as suas palavras espontâneas, assertivas, mas suaves camuflaram as nossas dúvidas e pincelaram-nas de auto-estima e carisma como se de um boost de beleza se tratasse. Traz sempre consigo sugestões super úteis e eficazes que ficamos desejosas de ler ou ouvir… Já consegue adivinhar de quem falamos?

Se ainda tem dúvidas, prosseguiremos com a descrição.

Talvez possamos continuar pela sua beleza… isto porque durante o encontro que tivemos foram várias as vezes em que nos entreolhámos e como se de telepatia se tratasse cogitámos algo tão sincero e espontâneo como: “ Também posso ser assim?” #girlstuff

A nossa convidada reúne a simpatia e a doçura, aliadas àquele seu sorrisão rasgado, lindo e autêntico, traços que surgem do equilíbrio entre um exotismo e uma delicadeza cuja perfeição está mais do que à vista de todos.

Sim, falamos de Maria João Marques Mendonça!

 

Texto: Margarida Marinho

Fotografia: Soraia do Carmo

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A Maria João

É sempre importante fazer uma contextualização; não que o passado possa de todas as vezes condicionar o presente, mas neste caso, vale a pena entender e valorizar aprendizagens.

Maria João é licenciada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. Fez tudo, porém decidiu não continuar. A maturidade traz dessas coisas… crescemos, aprendemos a entender-nos e a lermo-nos cada vez melhor e, às vezes, mais importante do que saber o que queremos – factor que pode permanecer uma verdadeira incógnita toda a nossa vida - é saber o que não queremos. Quanto ao resto, entendemos apenas que a busca pela felicidade é o que o comum dos mortais deseja e que, citando outras fontes, funciona como “combustível para a humanidade”.

Surgiu tudo de uma forma muito natural na sua vida.

Lembra-se de acompanhar a mãe nos seus rituais de beleza, do fascínio que isso sempre exerceu sobre si. Uma sementinha que nasceu e foi sendo regada dia-após-dia, de forma inconsciente e involuntária. Detalhes vividos, muitas vezes desvalorizados, que nos marcam e influenciam de formas inesperadas e frequentemente positivas.

Essa paixão foi sendo alimentada e cimentada ao longo dos anos. Adorava a temática beleza e cosmética, como sabemos, e, em 2005, enquanto ainda frequentava o curso resolveu dar um twist na sua vida: conciliar o Direito com um desafio cuja vertente de criação a empolgava imenso e da qual precisava. Inscreveu-se, assim, no curso com a célebre make up artist, Antónia Rosa. Um período intenso que se se terá prolongado por uns 4 anos. Chegou, ainda, a fazer diversos trabalhos em publicidade e moda, como assistente da Antónia Rosa, Nana Benjamin e como freelancer. A verdade é que as exigências da sua área de formação não deixavam muito tempo livre para voar até outras paragens. Em 2009, decidiu dedicar-se, a full-time, ao estágio e fazer apenas alguns trabalhos esporádicos, muito especiais e para matar saudades, como a Moda Lisboa.

Estávamos algures entre 2010 e 2011, altura em que surgiam blogues importantes como Man Repeller e Into the Gloss, plataformas na altura ainda pequenas, mas que apresentavam conteúdos altamente diferentes e interessantes que falavam em profundidade, e não trivialmente, sobre diversas temáticas. Maria era já uma “beauty connaisseuse”, com a ajuda do agora seu marido, Vasco, e enquanto estagiava, decidiu criar o famoso blog “The Beauty Routine”. Estava nas suas 7 quintas e como já conhecia diversas pessoas do meio, pegou na máquina fotográfica e partiu à descoberta. Contava histórias e explorava pontos de vista seus e dos convidados. Um tempo que, entretanto, terminou quando aceitou o actual desafio profissional, mas que ainda hoje é lembrado com nostalgia pelos seus fervorosos followers.

O Direito prevaleceu -não por muito tempo, é verdade- mas quando, anteriormente, falámos em aprendizagens, referíamo-nos às ferramentas que Maria João sente que o curso lhe disponibilizou para a vida.

Para começar a resiliência, mas também a capacidade analítica e de estruturação de uma narrativa mais ou menos caótica, inicialmente. Por outro lado, fiquei sempre com aquela necessidade de procurar justificações (legais para o direito e lógicas no resto da vida), cingir-me ao essencial e afastar o acessório que pouco ou nada acrescenta.

Mecanismos fundamentais para o percurso profissional que escolheu: hoje em dia é beauty PR & communications manager da Pondera, uma agência cujo foco é, precisamente, a cosmética. É aqui que gosta de estar, de entender os processos, falar sobre questões mais profundas e passar o seu conhecimento sobre a área.

Apesar de não se considerar uma comunicadora inata parece-nos que Maria João tem um dom de prender, cativar e fascinar com as suas mensagens, sob as mais variadas formas.

Ler Capítulo 1

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Life-changing moments

Life-changing foi a expressão utilizada por Maria João para definir a experiência da maternidade. Parece impossível que duas palavras separadas por um hífen contenham um mundo de significações, de experiências, de caos, de amor, de inseguranças, de adaptações, de sorrisos… acreditamos que muitas mães subscreverão e irão adoptar esta palavra. Por aqui, também o fizemos.

Pois bem, falemos da maternidade, de outro dos capítulos que definem a vida de Maria João e que lhe atribuem uma significação.

Recebeu-nos em sua casa num dia particularmente complicado: estava de férias com os dois pequeninos em casa - o Tomás e o little Sebastião (duas fofuras das quais não conseguíamos desviar a lente!). Para rematar a situação, duas miúdas tocaram à porta para uma entrevista. #noteasy

Sabemos que, rapidamente, a acalmia se pode transformar numa loucura em que tudo parece acontecer ao mesmo tempo, mas Maria João, juntamente com 2 pares de braços extra (desejosos de pegar no benjamim), resolveram muito bem a situação. O Tomás, já mais crescido, ficou pela sala a ler o seu livro e, de vez em quando, fazia umas incursões ao quarto para participar na história ou não fosse ele um mais importantes protagonistas. #hewasborntothis

Apesar de não se imaginar a voltar à vida pre-parenting de antigamente (esse antigamente transporta-nos sensivelmente para há 4 anos atrás), acredita que a maternidade é, tal e qual, o que toda a gente diz, com direito a todos os clichés e mais alguns: a melhor coisa da vida em que o amor que se sente é imensurável e infinito. No entanto, refere que é necessário um jogo de cintura muito grande.

Quando nasce uma criança, nasce também uma mãe. Outro cliché? Sim! O processo de adaptação é feito em super fast forward caindo-nos, de repente, no colo o peso esmagador da responsabilidade, o planeamento de tudo ao mais ínfimo pormenor e, consequentemente, falta de espontaneidade inerente à necessidade de planificar tudo. Nem tudo é tão bonito e agradável como as redes sociais parecem dizer e, segundo Maria, não se fala suficientemente sobre isso.

A ajuda Dos pais e da irmã foi life saving, tal como, felizmente, acontece a muitas de nós.

A maternidade pode ser muito solitária, sobretudo quando és a primeira mãe entre as tuas amigas, ou quando não estás habituada a pedir ajuda. Nem tudo é bonito como se vê no feed do instagram.

Inevitavelmente, umas das primeiras paragens foi no quarto do Tomás, que daqui a uns tempinhos será também o do Sebastião. Como todas as mães, este é, para Maria, um dos seus projectos de vida e, claro, um sonho. É, como para todas as mães, um reflexo do que queremos e daquilo que acreditamos que vai ser o melhor para os pequeninos viajantes que aí chegarão, tudo pensado ao detalhe. Um expoente máximo de carinho.

Sempre foi muito caseira, como diz. A sua casa é “o seu reino”, agora adornado com cor e detalhes mais kids friendly, mas, ainda assim, capaz de transmitir tranquilidade com um toque super cool e contemporâneo.

 

Kate Moss e um dos incríveis trabalhos da artista Kruella D’Enfer (de quem Maria gosta imenso e com o qual, em particular, sonhava) oferecido pelo seu marido por altura do aniversário, marcam a atmosfera da casa, associando os anos do seu reinado a memórias e situações únicas vividas em família.

O quarto, que por agora ainda partilham com o Sebastião, passou de um refúgio só seu para um espaço que presencia momentos de ternura, hoje em dia, vividos a quatro.

Ler Capítulo 2

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Beauty Talk

Esgueirámo-nos até à casa de banho para ver uns quantos produtos milagrosos; estávamos desejosas de ter algumas sugestões e ainda tivemos o privilégio de experimentar uma ou outra. 

Tal como a sua mãe, Maria arranja sempre um tempinho para o ritual de limpeza de pele; já no que respeita a maquilhagem, não costuma usar tantas vezes quanto seria de esperar. A aposta está no cuidado e na prevenção.

A conversa começou precisamente por aí: pelo significado da maquilhagem, como se de um elixir milagroso se tratasse, capaz de, em breves segundos, nos proporcionar um boost de auto-confiança e allure.

A maquilhagem funciona mais como uma componente do teu estilo pessoal, da linguagem não-verbal com que, consciente ou inconscientemente, te apresentas ao mundo. (…) Olhas para ti, com aquela maquilhagem que nunca usaste e de repente descobres uma personagem, ou descobres características tuas, que estavam tímidas. Sentes-te com mais confiança que nunca, e queres mostrá-lo a toda a gente.

Sente que, apesar de alvo de grandes críticas, a cosmética tem evoluído no sentido de ir ao encontro de uma consciência mais sustentável que acompanha todo o processo até chegar ao produto final. Embora não existam muitas, a verdade é que têm surgido no mercado cada vez mais marcas de cosmética bio e orgânica.

Pequenos passos dados em direcção a um bem comum.

Ficaríamos aqui a falar sobre o assunto e acreditamos que teríamos conversa para reproduzir durante horas. Por agora terminamos, mas tal como dissemos: Maria João é uma habitué e teremos todo o gosto de a voltar a ter entre nós.

Ler Capítulo 3

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