Na nova rubrica de beleza, juntamos dois universos não tão distintos quanto se poderia pensar... Durante séculos, a beleza esteve quase exclusivamente ligada ao exterior de todas as coisas, ao que é visível, palpável. E quando falamos de pessoas, essa associação remete-nos automaticamente para o corpo, com todas as suas formas, linhas e traços. Porém, a noção de beleza tem sofrido uma forte evolução e, hoje em dia, sabemos que, tanto a beleza como o bem estar, estão intimamente ligados ao interior de cada um, e a vários níveis. Sem esquecer a ideia de que a beleza está nos olhos de quem vê, também aquilo que somos, a forma como nos sentimos e aquilo que comemos, podem reflectir-se na nossa beleza exterior e, sem dúvida, no nosso bem estar. Hoje, debruçamo-nos sobre este tema e abordamos a beleza e o bem estar através de um novo (e delicioso) ângulo, com a ajuda da marca Cowshed e da food lover Joana Limão.
Texto: Filipa Leal
Fotografia: Soraia do Carmo

Foi com base neste conceito e no tema desta semana, Purity, que escolhemos apresentar a Cowshed, uma marca britânica de beleza e bem-estar, cujos produtos se baseiam numa mistura única de ingredientes naturais e óleos essenciais, pensados para potenciar o nosso estado de espírito, enquanto nos trazem verdadeiros benefícios à pele, corpo e cabelo.

Despretensiosa, autêntica e natural, a Cowshed diferencia-se não só pelo packaging e linguagem divertida, mas principalmente pelas suas linhas baseadas em vários moods. Knackered, Moody, Grumpy, Horny, Lazy ou Wild, cada mood tem por base ingredientes cujos benefícios terapêuticos se adequam àquilo que sentimos e ao que precisamos, para o corpo e para a mente. Tudo isto, numa filosofia free from nasties, ou seja, livre de elementos nocivos, como parabenos, corantes, fragrâncias sintéticas e outros.

Assim, para apresentar alguns destes produtos sob um novo e refrescante ângulo, convidámos Joana Limão, a cara (e as mãos) por trás do projecto Lemonaid, para transportar esta filosofia para a gastronomia, algo que já lhe é bastante natural. Apaixonada por cozinha e por comida saudável, Joana recebeu-nos em sua casa, onde nos preparou uma interpretação muito pessoal (e saborosa) da linha Wild. Os ingredientes base destes produtos são a erva-príncipe, o alecrim e o gengibre, conhecidos pelas suas propriedades anti-inflamatórias e revigorantes, perfeitos para quem leva um estilo de vida activo. Com isto em mente, ficámos curiosos com a receita que Joana nos iria preparar... O resultado foi um caril verde tailandês, tão aromático quanto delicioso, feito em simples passos e com ingredientes frescos, naturais e muito saborosos.
“Para este desafio, escolhi a linha Wild porque tem ingredientes que adoro usar para cozinhar. Gengibre e Lemongrass foram a minha grande inspiração para criar um caril verde tailandês, uma receita que adoro e que faz sempre furor sem me dar muito trabalho! É, por isso, óptimo para servir aos amigos! Ao aprender que esta é uma linha fortificante e de limpeza profunda, procurei usar as batatinhas novas e os espargos para complementar estas características. Quis que fosse uma receita também ela Wild, nos aromas e nos sabores, e divertida como sinto que é a Cowshed!”

Caril Verde Tailandês por Joana Limão
1/2 talo de erva príncipe, fatiada
2 folhas de lima Kafir
1 pedaço de gengibre (3cm), fatiado
1 colher de café de sementes de coentros
1/2 colher de café de cominhos em pó
1/2 malagueta verde média (ou mais, para mais picante)
2 chalotas, em pedaços
2 dentes de alho
1/2 molho pequeno de coentros (mais, para polvilhar)
1 colher de chá de sal marinho
1 colher de sopa de óleo de côco
10 batatinhas novas, em metades
1 molho de espargos, em pedaços
1 lata de leite de côco
Água a gosto
1 chávena de kale
1 courgette
1 haste de folhas de hortelã, picadas, para polvilhar
1 lima, em quartos


Num processador de alimentos, triture os primeiros 10 ingredientes até se formar uma pasta bem verde.

Aqueça o óleo de côco num tacho pouco fundo e adicione a pasta verde. Deixe suar em lume médio.


Junte as batatinhas e os talos dos espargos. Deixe as pontas para o fim, uma vez que cozinham mais rapidamente. Coloque todo o leite de côco, tape, deixe que levante fervura e que cozinha cerca de 10 a 15 minutos. Quando as batatinhas estiverem quase cozidas, adicione a kale e as pontas dos espargos. Cozinhe durante mais 5 minutos.


Adicione água consoante queira um molho mais ou menos espesso (eu juntei aenas meia chávena). Entretanto, com um espiralizador, ou descascador dentado, transforme a courgette em spaghetti ou tirinhas muito finas. Reserve.

Sirva cada prato com o caril verde, um pouco de spaghetti de courgette, sumo de lima e, por fim, polvilhe com hortelã e com coentros.



E bom apetite!

"Quando conheci a Cowshed, identifiquei-me com tudo, porque embora não seja uma marca assumidamente orgânica, quase todos os produtos são à base de ingredientes orgânicos e isso é muito importante. As coisas que tenho em casa são quase todas orgânicas ou biológicas, tenho sempre esse cuidado; e se não são totalmente biológicas, são de algum produtor que eu conheço ou de uma marca de confiança. E isso, para mim, acaba por ser o mais importante numa marca, os ingredientes e a filosofia. Neste caso, a Cowshed acaba por conseguir aliar tudo isso a uma atitude descontraída."


Onde encontrar...
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