Maria Olívia

Maria Olívia

Pelo nome podemos iniciar uma imensa e profunda dissertação.

Não é um nome comum e carrega em si um legado assumido pela intemporalidade clássica que revela.

É bonito, estamos convictas de que assenta na perfeição na nossa convidada desta semana.

A beleza é inquestionável, mas descrevê-la não é tão fácil quanto parece. Passámos o dia juntas e, inevitavelmente, as comparações surgiram… Giorgia Tordini, Mia Wasikowska, mas na verdade, achamos que a sua beleza se encontra para além disso. Falamos de uma beleza que nos obriga a coexistir em espaços temporais diferentes. Uma mistura de traços clássicos, ingénuos, depurados com um misterioso e sedutor olhar, tão actual quanto destemido.

Who is this girl?

 

Fotografia: Dulce Daniel

Maquilhagem e Cabelos: Marlene Vinha

Texto e Produção: Margarida Marinho

Ler Intro

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Crème de la crème

Começámos por uma das paixões reveladas por Maria Olívia… leva-nos até ao séc. XVIII, mais propriamente, aos Jardins de Versailles, às festas sumptuosas, à Corte francesa, a Marie Antoinette e à sua icónica exuberância. Sofia Coppola, com a ajuda de um guarda-roupa absolutamente incrível, foi a responsável por criar uma imagem super cool e contemporânea, da última rainha de França e Kirsten Dunst apaixonou meio mundo.

Maria Olívia, aluna de dezanoves a história, inspirou-se nessa mesma atmosfera de mistério, de excessos e de uma estética absolutamente inigualável para um dos seus trabalhos do curso em Design de Moda. Uma peça estruturada, semelhante às que se sobrepunham aos vestidos que a nobreza desfilava. Francamente feminino, coberto com folhos de um ingénuo mas sensual tule, deram corpo à sua visão de uma Era rococó que tanto amava.

Precisamente quando acabou o curso, a Condé Nast College of Fashion & Design surgiu em Londres; Maria queria enveredar por uma área mais editorial, de um trabalho onde pudesse desenvolver o seu gosto pela estética e pela imagem (que se encontra bem patente por toda a casa, revistas e livros de moda, design e fotografia habitam as estantes de todas as divisões da casa). Seguiu-se um estágio na redacção da British Vogue, depois na Matches.com quer na redacção, quer numa das lojas da mesma empresa.

Uma cidade vibrante, cosmopolita e, ao contrário de muitas fashion influencers, preferida pela nossa convidada, em detrimento de Paris.

Lembra, em jeito de graça, que para além de alguns dos bons restaurantes que conseguiu conhecer, tinha um ritual que adorava (talvez a relembrasse das suas raízes), adorava ir com uma amiga a uma restaurante austríaco saborear um  Wienerschnitzel, traduzindo, escalope à moda de Viena, que por aqui, também, arrebata corações, mas cujo nome é bem mais tradicional e não tão fancy.

Hoje em dia, de regresso ao Porto, a sua cidade natal, trabalha como stylist. Uma profissão que lhe permite dar asas à imaginação num jogo de proporções e estilos. Adora criar personagens e interpretar os perfis dos clientes, sair da sua zona de conforto e afastar-se daquelas que são as suas preferências e a sua assinatura pessoal para criar.

Ler Capítulo 1

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Referências

Conta que partilha com a sua mãe imensa coisa, excepto sapatos porque calçam números diferentes. Aliás, olhando para trás vê que o estilo da sua mãe a influenciou mais do que pensava e podia prever. As peças que em mais nova veementemente afirmava jamais usar, veste com o maior orgulho e sente que agora fazem parte dela… Onde já ouvimos isto?

Vivem juntas e daquilo que vamos lendo nas entrelinhas presumimos que a sua relação transpõe a tradicional relação mãe-filha, ousaríamos afirmar que se aproxima muito de uma relação de melhores amigas, com tudo o que as melhores e mais profundas ligações implicam.

Um estilo incrível, cool, com toque clássico que oscila entre o feminino e um corte masculino clean, andrógino, às vezes, e com fortes influências dos 80’s-90’s.

As meias brancas, agora com um estatuto de star-piece, são uma das suas “styling choices” mais recorrentes, conjuga com as clássicas sapatilhas… adora, aliás, as suas amigas já o consideram uma espécie de imagem de marca.

Mas nem sempre foi assim, em pequena era a personificação do “super girly power” (se é que o termo existe!), adorava barbies, glitter, pêlo rosa e a Paris Hilton era seu ícone de estilo. #quemnunca

Hoje em dia as Barbie ficaram para trás e na equação dos hobbies preferidos entram a arte, a fotografia e a moda.

Um tempo que já lá vai e que, no presente, nos permite classificar o estilo de Maria Olívia como uma referência das mais cool e inspiradoras. Exemplo disso é a estética e a linguagem da sua conta de instagram. Trabalha em moda, trabalha imagem e o visual e vê neste espaço uma ferramenta útil e fun de revelar a sua interpretação do mundo, sem artifícios, com base em tudo o que gosta e que desperta a sua sensibilidade.

Ler Capítulo 2

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Fashiongram

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Os essenciais

O seu quarto é o espaço que mais reflecte a sua personalidade, a sua história e os seus gostos.

Diz que ainda conserva um lado infantil e faz questão de o afirmar. Adora brinquedos, unicórnios (ainda antes da moda se tornar viral) e o Toy Story é o seu filme de eleição.

Ainda hoje quando lhe perguntam o que quer para presente de anos diz: “Vai à Loja da Disney!”, claro que brincar não faz parte dos seus hobbies, mas aquela inocência, alegria e diversão dos tempos de criança talvez inspirem esta paixão de coleccionadora que persiste. Diz, convicta e com alguma ironia, que jamais faria o que o Andy fez no final da filme do Toy Story… oferecer os seus brinquedos!

No meio dos brinquedos, das molduras clássicas e da peça à la Marie Antoinette, encontra-se um pequeno animal marinho, aparentemente desenquadrado. Viemos, posteriormente, a descobrir que se encontra também desenhado em Maria Olívia: falamos de uma lagosta.

Tudo tem uma explicação. Para além de se encontrar imbuído de lembranças e vivências em família, das frequentes viagens a La Toja com o seu avô, de quem herdou a paixão pelo mar e por alguns desportos aquáticos, Maria revela que, também por isso, tem uma pequena adoração por este animal tão peculiar. Com uma esperança média de vida bem mais longa do que seria de esperar, o que permitiria um estatuto de espécie de “bon vivants” marítimos, a lagosta prefere escolher apenas um par para toda a sua vida e nunca troca. #loveforever

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© 2017 L Manifesto

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