Maria João e Afonso

Maria João e Afonso

Uma semana atípica, mas duplamente deliciosa.

Ao contrário do que normalmente apresentámos, esta semana não temos apenas um convidado, mas, dois!

Maria João Cunha e Afonso Romano. Um casal improvável que, de alguma forma inequívoca e apaixonada, acrescenta variedade e individualidade ao controverso conceito de “normalidade”.

Conheceram-se por intermédio da família, aliás, o Afonso foi a ultima pessoa do clã Romano que Maria João conheceu. #osultimossaosempreosprimeiros

Começaram a falar através do instagram. Conheceram-se, pela primeira vez, em Nova Iorque numa escapada que Afonso fez enquanto morava em Montreal, no Canadá, para se encontrar com Maria João que viajava em família; agora, alguns anos depois, já vivem juntos em Londres. Btw, Maria João é de Amarante e vivia no Porto, o Afonso é de Lisboa. #omg

Destino? Who knows! Uma história repleta de coincidências que fazem os mais cépticos ponderar a existência de uma eventual ordem natural e/ou cósmica de acontecimentos dos quais é inevitável escapar.

Dentro de uma história a dois que, dura há sensivelmente três anos, existem duas histórias individuais e é por aí que vamos começar!

 

Fotografia: Dulce Daniel

Texto e Styling: Margarida Marinho

Maquilhagem e cabelos: Joana da Silva

Agradecimento especial ao Hostel and Suites Des Arts.

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Maria João Cunha

Falar sobre Maria João passa, também, por falar sobre o seu olhar profundo, sobrancelhas densas e delineadas, que lhe conferem uma expressão forte, enigmática e sensual num rosto delicado, de traços finos.

Uma beleza mais do que evidente que a terá levado a seguir uma carreira e um percurso na moda; passos e projectos nos quais se vai envolvendo, mas de uma forma cada vez mais ponderada e, menos frequente. Há outras áreas que a apaixonam verdadeiramente e para as quais sente uma apetência natural. Raízes fortes cujas sementes foram cultivadas e regadas bem lá atrás, diríamos que desde os seus 4-5 anos de idade.

Quando era pequena dizia à minha avó que queria ser arquitecta para lhe fazer uma casa, palhaça para a fazer sorrir e pintora para lhe pintar as paredes da casa e para os respectivos quadros que as iriam decorar.

Arquitectura ainda passou pelos seus planos. Porém, era uma área que define como demasiado controlada, e que, apesar de adorar desenhar casas, sentia que se precisava de se dedicar a algo totalmente criativo onde o seu imaginário funcionasse apenas a seu favor. Passava horas a imaginar a forma como as suas personagens usufruiriam da casa que acabara de desenhar. Cada ilustração era acompanhada por uma narrativa, uma descrição da vida e rotinas das suas personagens fictícias. Uma sensibilidade que acredita ter ido buscar ao lado materno, à paixão da sua mãe pela leitura e por ouvir histórias.

Os pais são professores e isso acabou por se revelar como um factor condicionante. Muitos foram os estímulos, o acompanhamento, a curiosidade e liberdade criativa que experienciou desde muito novas.

Lembro-me de acordar à noite com vontade de ir para o atelier pintar e do meu pai não o impedir. Sempre disse que a inspiração podia surgir a qualquer hora e que não a podíamos barrar, mesmo que isso apenas se traduzisse num único traço na tela para, de seguida, voltar para o meu quarto e dormir.

Tudo começou numa casa caiada de branco, daquelas casas de família, imponentes, que vão passando de gerações em gerações, casas que em cada canto escondem uma história. Era- e ainda é- o seu refúgio, o local para onde, envolvida pela natureza e pela família, volta sempre que possível para reencontrar seu o equilíbrio e criar.

Foi no atelier da família que, entre quadros e telas pintados por Maria João e- alguns pelo seu pai- que conversámos e que ficámos a conhecer um pouco mais de si.

Pintar sempre foi para Maria João uma forma de expressão, uma forma de libertar os seus pensamentos e a sua sensibilidade. Com um elemento de referência como o pai, a quem apelida de “o homem dos sete ofícios”, várias foram as áreas experimentadas a dois: escultura, desenho com projecção, colagem, pintura, gravura, serigrafia, resina e desenhos técnicos. Tudo começou muito cedo e ainda continua.

Havia momentos em que dividíamos a mesma tela, o meu pai começava e eu terminava, ou ainda, num trabalho do meu pai, introduzia um elemento meu e vice-versa. Pintávamos algumas vezes juntos.

Estudou na Faculdade de Belas Artes, no Porto, terminou o curso de Design gráfico, mas ainda antes percebeu que havia áreas e técnicas que a apaixonavam mais do que outras. Estudou Artes em Amarante com um professor que diz ser “mesmo muito bom”, que a cativou e ajudou a ter ainda mais a certeza do que queria fazer. Adora pintar, sim, tem momentos em que se dedica a algumas técnicas mais do que outras e que o resultado vai dependendo do momento da vida e do espaço em que está, mas há uma característica que é mais ou menos comum a todas elas, acha sempre que a “peça” não está terminada, que há sempre algo a melhorar, um detalhe a acrescentar.

Sempre que estou em Amarante, no atelier e em contacto com a natureza, os meus desenhos são completamente diferentes de quando estou em Londres, no nosso apartamento, bem mais pequeno. Aqui (em Amarante) os desenhos são grandes, em telas maiores, ao passo que, quando estou lá, dedico-me a coisas mais pequenas e até o traço fica mais fino e delicado.

Do seu portefólio enquanto manequim, destacam-se lookbooks, editoriais e publicidade. Confessa, no entanto, que nem sempre se revia com a perfeição do resultado final, gosta de imagens cruas, reais, aprecia o belo dentro da imperfeição e gosta de fugir ao estereótipo de beleza perfeita e irreal. Mas a moda teve dois aspectos particularmente importantes e condicionantes: o primeiro e mais importante de todos, aquele que se espelha em cada troca de olhar e a cada sorriso, foi o facto de através dela ter conhecido Afonso. Chegaram, coincidentemente, a protagonizar, juntos, um trabalho; o segundo, permitiu que encontrasse outra paixão: vídeo editing. Outra área de criação à qual, actualmente, também se dedica. Começou como assistente muito por acaso e numa tentativa de ajudar uma amiga, mas acabou por lhe ganhar o gosto.

Fomos fazer um casamento. Aceitei mas sempre com a certeza de que no final do trabalho lhe diria que aquele era o primeiro e o último.

Não foi e, posteriormente, chegou, também, a trabalhar com o realizador André Tentugal.

Adora pensar na história como um todo, olhar, entender e transformar um momento, ou uma conjugação de momentos, numa história com uma narrativa que transmita o significado que tem para quem a está a viver.

Cinéfila inveterada, Maria João descobriu aqui algo que já há muito poderia estar diante dos seus olhos e que precisava apenas do impulso certo para se elevar. Passava horas a ver filmes, tinha, até, um exercício de pesquisa por “quotes” em que escolhia aleatoriamente citações de tumblrs, sites, pinterest, para, através delas, ver o filme e entender o real significado da frase em questão. Referências e histórias que influenciaram a sua visão e o seu trabalho. Isso leva-nos até Londres, para onde se mudou com Afonso há cerca de 2 anos.

Adora cinema, como já sabemos, mas, infelizmente, assistir a uma sessão de cinema, ronda uns “assustadores” 25 euros, o que acabaria por restringir severamente o número de vezes ao qual se poderiam dar a esse “luxo”. Daí que, numa tentativa de juntar o útil ao agradável, decidiu candidatar-se a uma vaga que abriu num cinema no Soho. Um cinema que era um antigo teatro. Um local cheio de magia e história e que a levou a ficar cada vez mais próxima da sua love area. Faz de tudo um pouco. Na verdade, o seu papel é o de criar uma experiência única para quem vai ao cinema: desde o mais trivial como vender bilhetes e pipocas, até à organização de speed talks com o elenco dos filmes que estreiam, como foi o caso de “Call me by your name”,um filme de Luca Guadagnino. Falar e trocar experiências com pessoas da área, usar as suas skills enquanto ilustradora e designer para criar os blackboards temáticos de cada filme são algumas das suas “tarefas”.

Tim Burton e Wes Anderson são duas das suas grandes referências, no que se refere à ilustração e particularidade estética. De Wes, falou-nos do seu último filme “Isle of Dogs” que devorou e a despertou ainda mais para a sua paixão pela ilustração e stop motions, ao ponto de Afonso lhe ter oferecido um workshop com um dos artistas que participaram nos filme. Criativos, apaixonados pelo que fazem e pela linguagem mútua que utilizam e que, acima de tudo, partilham e aprendem juntos.

Ler Capítulo 1

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Afonso Romano

Começamos por aqui, sim! De onde surgiu o Fonzo? De uma série de mal entendidos e de tentativas de escrever e pronunciar o nome Afonso.

Já teve o prazer, a força e audácia de viver em diversos países onde a língua nativa não é a portuguesa, o que fazia com que a lista de tentativas de escrita do seu nome fosse proporcional - e semelhante- à lista dos nomes proibidos em Portugal (exagerando um pouco, é claro!). A verdade é que Fonzo é um muito mais fácil de pronunciar e facilitaria qualquer abordagem pessoal e profissional.

Bem, não nos vamos alongar mais sobre esta questão. De facto, a vida e o percurso de Afonso Romano são dignos de destaque e podemos considerá-lo como um jovem português fora de série, com um futuro promissor! É incrível o que já conseguiu alcançar com apenas 29 anos.

Voltemos, sensivelmente, uma década e meia atrás.

Afonso era daqueles miúdos que adorava criar as suas próprias narrativas e personagens, de preferência, durante aulas. Mesmo fora delas e nos seus tempos-livres, adorava desenhar as suas próprias histórias. Sempre sentiu um toque de comediante e, de uma coisa tinha certeza, adorava fazer rir. Características essas que o fizeram enveredar pelo Curso de Cinema.

Um curso abrangente, com inúmeras disciplinas (escriva criativa, iluminação) que lhe dariam ferramentas para criar e, também, noções técnicas que foram fundamentais para a criação de uma base e de um conhecimento que lhe permitiram entender por onde queria seguir. No segundo ano, depois de uma cadeira de 3D, Afonso teve um momento de identificação sem igual, uma epifania, sabia que era por ali.

Sempre gostei de filmes, de jogos de computador. Sempre tentei descobrir como tudo se processava e nesta cadeira entendi que não há limites, que tudo se faz em 3D. Basta imaginar uma coisa, que é possível fazê-la, não há leis da física e isso fascinou-me.

E assim aconteceu, nesse ano, teve a oportunidade de fazer Programa Erasmus em Manchester e foi sem pensar duas vezes. Esteve os habituais 6 meses, pediu extensão por mais meio ano e acabou por não voltar e terminar o curso em Manchester. No decorrer desta aventura, os seus interesses foram afunilando e descobriu outra área que despertou nele uma sensação de amor à primeira vista, Animação 3D, de forma muito simples, dar vida às coisas, a qualquer tipo de “coisa”.

Terminou o curso e voltou para Portugal com um diploma da Universidade de Manchester e focadíssimo em continuar o que tinha apenas começado. Next step? Tirar o curso americano de animação 3D online- “Animation Mentor”- leccionado por profissionais activos na área. Durante um ano e meio ninguém viu o Afonso, dedicou-se 24/7 a esta nova empreitada. Perguntámos-lhe se era focado e a resposta foi sincera e apaixonada:

Sim, mas na verdade, naquele momento não havia nada mais que me desse tanto prazer como animar. Uma oportunidade e uma paixão da qual queria tirar o máximo partido.

Ainda durante o curso começou a trabalhar, em part-time, em alguns projectos e anúncios, mas o seu primeiro grande trabalho a full-time não foi por cá. Afonso rumou até Valence, uma pequena cidade francesa.

Lembra-se do Babar, o Elefante que se vestia como um autêntico rei no seu elegante fato verde e mini coroa amarela? Esse foi o primeiro projecto para o qual foi destacado.

Porém, 3 meses depois, Afonso foi recomendado por um dos seus mentores para trabalhar num novo projecto, em algo que, basicamente, faria com que a sua vida nunca mais voltasse a ser a mesma. Trabalhou num estúdio, num projecto de grande escala, para uma das mais conceituadas e importantes produtoras do mundo cinematográfico que é a Marvel. O Filme? Os Guardiões da Galáxia, um filme que teve honra e o mérito de ser nomeado para vários prémios.

Seguiu-se aquele que viria a ser um dos seus maiores desafios (para além do projecto em que se encontra, neste momento, a trabalhar): The Jungle Book. A primeira vez que anima animais. Uma pesquisa de meses, horas a visionar filmes para perceber, por exemplo, quais os músculos que a pantera usa quando corre, como anda, quando abre a boca, etc… Constrói-se, segundo as palavras de Fonzo “um autêntico Frankenstein” com todos os ângulos possíveis do animal para depois lhe dar vida e pô-lo a fazer coisas que nenhuma outra pantera, ou tigre ou urso fizeram na vida, tal como, falar.

No caso do Jungle Book, já existe tudo em 3D, eu apenas pego nas personagens e dou-lhes vida. No fundo é ser o actor de cada uma das personagens, mexo-as como se fossem marionetas. Acabamos por colocar muito de nós em cada personagem.

Uma das coisas de que gosto é que, ao contrário de um actor que é a mesma personagem o filme todo, nós os animadores, podemos ser as personagens todas numa cena em que elas interagem umas com as outras. Somos nós os responsáveis pela acção e pela reacção. É muito libertador fazer mais do que uma personagem. Eu adoro!

No Jungle Book teve a oportunidade que “ser” o Baloo, o Bagheera e o Shere Khan, o resultado do filme superou todas as expectativas e arrecadou diversos prémios, nomeadamente, o Óscar da Academia e o prémio de Efeitos Visuais Excepcionais entregue pela Visual Effects Academy.

Para Afonso, a melhor recompensa chega quando vê a reacção que desperta nas pessoas ao assistirem ao filme e quando sabe que conseguiu transmitir o realismo a que se propôs e a emoção que anteviu e que terá sentido. De alguma forma, são segundos que equivalem a uma entrega de meses e meses com cedências e sacrifícios pessoais, perseverança e muita dedicação. Tocar alguém e/ou partilhar a sua visão e emoção é definitivamente priceless & the best part of he game.

Fico feliz quando pessoas que não são da indústria me perguntam como é que conseguimos treinar os animais e pô-los a falar! Isso sim, é sinal de que fizemos um bom trabalho!

X-MEN, foi a terceira produção. De novo um duplo desafio, não só teve de trabalhar num projecto ambicioso, com a responsabilidade de ser uma super produção da Marvel, mas teve, também, de se mudar de Londres para Montreal, uma cidade onde, no Inverno, chegam a estar cerca de 30 a 40, graus negativos. Brinca e diz:

Foi um empréstimo entre estúdios, já tinha mostrado a minha vontade de conhecer o Canadá e deram-me esta oportunidade.#noteasy 

Não foi fácil, mas adorou a experiência e a temporada que por lá passou e vê-se a voltar, quiçá, desta vez, acompanhado por Maria João!

Muita criatividade, muita paixão e muita responsabilidade num só trabalho. Na verdade, se pensarmos, o Livro da Selva e agora, o projecto em que se encontra a trabalhar, o Rei Leão da Disney, pertencem à categoria dos clássicos na nossa infância. Para muitos, o Rei Leão poderá ter sido o primeiro filme de animação que viram e o risco de os reinterpretar é sempre enorme e avassalador.

Sem se alongar e revelar muito sobre o filme, são notórias a entrega e paixão que sente. São anos de trabalho, anos de pesquisa, meses em que sai à rua com os headphones sintonizados na banda sonora do primeiro Rei Leão.

Por muito que adore o que faço, quando estou 8 horas por dia a trabalhar no mesmo shot, durante meses e meses, acaba se transformar em trabalho. É um desafio constante, um trabalho de criação em que nenhum shot é igual, em que os prazos são apertados e só o que é excelente é que vai para o filme!

Mas, desta vez, a experiência foi ainda mais visceral e a entrega foi real. No decorrer da produção deste filme, Afonso e Maria João, viajaram até à Tanzânia, mais precisamente ao Serengeti National Park. Depois dos meses de pesquisa que antecederam esta viagem, Afonso confessa que foi absolutamente breathtaking, foi um privilégio não só ver que o que tinham estudado e feito até ali era mesmo assim, batia certo, bem como, ter a oportunidade de sentir os cheiros, ouvir os sons, tocar nas texturas. Afonso, dedicou-se a absorver o máximo possível, aquela realidade que, em momentos, parecia feita a computador de tão perfeita que era. Exemplo disso, é o pôr-do-sol com a mesma saturação de tons de nos lembrámos de ver no filme original.

Tem no Simba um exemplo e diz que como fervoroso admirador e apaixonado pela produção original, que esta versão não vai desiludir ninguém nem vai alterar o significado e/ou sentido mensagem. Vai superar as expectativas, mas para isso teremos de esperar até 2019!

Piratas das Caraíbas e Exodus foram também alguns dos projectos nos quais participou ao longo do seu percurso. Em paralelo, mantém a vontade de se dedicar a projectos seus como, já o fez bem lá atrás, quando ainda estava no início. Temos a certeza que estes serão apenas os primeiros grandes trabalhos e passos de um jovem que não teve medo de apostar e procurou sempre, a excelência. Fala ainda, em tom de agradecimento, que se aqui chegou também se deve ao apoio e estímulo incondicionais dos pais. #bravo

Um criativo português, mas do mundo!

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Coincidências

Agora sim, desde cedo que a vida deste casal parece envolvida por uma bruma doce e imprevisível das coincidências. Queremos acreditar que existe um cupido lá em cima, capaz de fazer o matching perfeito e acrescentar uns pós cintilantes e mágicos… certamente, tornaria tudo tão mais fácil, mas, será que seria tão maravilhoso?!

Nem sempre a história foi tão linear e simples. Para começar, a distância que os separava e que chegou a ter o Atlântico pelo meio, depois a cidade em que viviam e por fim, a profissão desafiante e “do mundo” que é a de Afonso.

Mas a verdade é que conseguiram fintar os obstáculos e fizeram deles, oportunidades.

Tantas foram as coincidências que delas surgiram, também, algumas das mais deliciosas histórias vividas a dois. A mais incrível? O pedido de casamento!

Foram convidados por uma equipa de wedding videographers para um trabalho pessoal que decorria na cidade de Nova Iorque. A coincidência? Sem saberem, a equipa acabou por marcar a sessão para o dia que assinalava a data em que Maria João e Afonso tinham começado a namorar e, mais especial ainda, na cidade em que se conheceram oficialmente. Mas as surpresas não ficam por aí, o anel escolhido para a sessão foi precisamente o mesmo que, horas antes, Afonso tinha comprado para oferecer a Maria João. Singelo e delicado… era perfeito para a futura noiva! E assim foi, depois de algumas horas de shooting em que Maria João estava sempre a repetir a Afonso para ter cuidado com o anel e devolver aos devidos donos… foi surpreendida por um pedido vindo de um jovem nervoso, mas totalmente apaixonado. O sim, veio sem hesitações! <3

Porém, como se costuma dizer “um presente nunca vem só” e para assinalar a presença e importância que as coincidências tiveram na relação de ambos, Afonso ofereceu um novo anel! Desta vez, uma pequena pedra roxa que se assemelha a uma bola de cristal daquelas que antevêem, naturalmente, momentos únicos vividos a dois!

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